A minha amiga Mariceli mora no Rio de Janeiro, que diga-se de passagem, é uma das cidades que mais gosto de passear. Ver o sol nascer na praia da Barra da Tijuca, subir no Cristo Redentor e lá de cima observar "o barquinho a deslizar, no macio azul do mar", enfim, como dizia aquela propaganda: "Não tem preço". Voltando à Mariceli, ela passou esses dia aqui pelo blog, e perguntou sobre os enfeites de elefantes, os quais ela havia me presenteado quando esteve aqui em São Paulo. Então vou postar uma foto
dos três elefantes, eles ficam na frente do meu computador. Viu Mariceli! Sou um cara cuidadoso com os presentes que ganho, principalmente, quando se trata de artesanatos. Obrigado pelo carinho! Logo, logo estou indo aí, dar um rolê pela cidade maravilhosa.
E por falar em elefantes, o novo livro do José Saramago chama-se
"A viagem do elefante". Ainda não comprei, mas pelas resenhas que li em alguns jornais acerca da obra, o ponto de partida do livro é baseado num fato histórico. No Século XVI, Dom João III, rei de Portugal, resolveu dar de presente para o arquiduque austríaco Maximiliano II, nada menos que um elefante, cujo nome era Salomão, aliás, é um bonito para um elefante. O animal teve que cruzar quase que a metade da Europa, de Lisboa a Viena. É no gancho desse fato real que Saramago desenvolve a sua mais nova ficção.
E TEM TAMBÉM A BANDA PATA DE ELEFANTE
O trio porto-alegrense - Daniel Mossmann, Gabriel Guedes (ambos tocam guitarra e baixo), e Gustavo Telles na batera - faz rock and roll de primeira qualidade. Pelo que andei fuçando sobre o grupo na internet, os músicos têm influências do som dos anos 60 e 70 como The Who, Eric Clapton, Beatles, Jimi Hendrix, além de compositores de trilhas sonoras de filmes. Não lembro de ter escutado um rock instrumental tão contagiante como o desses gaúchos. Há vários videos no youtube, vou deixar aqui um com a música "Soltaram". Quem quiser saber mais, é só jogar o nome "Pata de Elefante" no Google e ficar por dentro do excelente trabalho sonoro da banda.
Ontem fui ao cinema assitir "James Bond - Quantum Of Solace". Achei meio fraquinho, comparando-o com "Cassino Royale", em relação aos outros da franquia 007, então, nem se fala . Esperava mais do famoso agente-secreto. Mas coitado do Bond, ele deve estar cansado, afinal, são tantas ciladas, perseguições, explosões, socos e ponta-pés, não há herói que aguente. Por que falo isso? É que esses filmes de ação são muito forçados, acho que dava para fazer de ações instigantes, sem cair na fantasia do impossível. Esses dias fui dançar com uma garota, estava "meio bêbado", o piso escorregadio, conclusão: caí, bate o supercílio no chão, e levei cinco pontos. Infelizmente, o meu nome não é Bond, James Bond. Só mocinho de filme, para cair de uma alturade 4 metros, arrebentar as costas, e sair correndo totalmente ileso. Nada contra a ficção, isso faz parte do cinema, todavia, podiam forçar menos. O público e o próprio Bond, ficariam gratos.
Mas é algo que vai além disso, é um sentimento tão forte que chega a colher tempestades. São marcas espalhadas pelo tapete da sala. Um beijo que ficou, não morreu no ar, muito pelo contrário, corre no embalo do vento. Um olhar fixo que aprisiona os sentidos. É ela aceitando o convite de dançar uma música lenta no final da festa. É a lembrança do adeus na estação de trem. A expectativa de chegar na última frase do romance. São as ilusões da juventude que fugiram pela porta dos fundos, enquanto todos asssistiam a televisão. A decepção em descobrir que vizinha gostosona está de mudança, que do outro lado da cidade também há estrelas caídas, rosas cheias de espinhos. É a ansiedade de encontrar o tesouro antes dos piratas. Uma vontade louca de navegar pelos sete mares, só pra conferir pessoalmente se a terra é redonda, se tudo gira nesse planeta azul, onde a saudade é apenas o começo, e provalvelmente o fim.
Certa vez li a coluna do Max Gehringer na Revista Época, na qual ele comentava acerca da tendência de profissionais - prestadores de serviços autônomos - que trabalham na própria residência. Segundo o colunista daqui a 10 anos uma das tônicas no mercado de trabalho é a redução do tamanho dos escritórios, pois as empresas vão diminuir os custos de despesas como aluguel de imóveis e transportes. Eu já estou nesse cenário, pegando onda na forma de trabalho descentralizado, não sei até quando, mas no momento é assim que ganho o pão nosso de cada dia. A pequena empresa de comunicação, que publica os jornais de bairro em que escrevo, passa por problemas financeiros. Como maneira de reduzir os custos, não há mais um escritório fixo, ou seja, cada assume a sua responsabilidade e faz o serviço da própria casa. Por enquanto, tenho dado conta do recado. Saio somente para fazer entrevistas, realizar todo o serviço de campo, e escrevo as matérias daqui do meu quarto (leia-se redação), aliás, descobri que a minha produção melhora quando fico escutando blues e jazz de fundo. Em contrapartida, confesso que em vários momentos tenho a impressão de estar desempregado, deve ser o fato de trabalhar sozinho. Quando isso ocorre, vou até o bar da Dona Maria, faço uns 10 minutos, dou uma distraída, tomo um café, e volto com tudo à caseira redação.
Palestra sobre o cenário do jornalismo na terra do Fidel
Os rumos da profissão em Cuba, Sexta Feira 05 de dezembro, das 19h00 as 21h00
Palestrantes:
Maribel Acosta Damas - TV Cubana
Ariel Terrero Escalante - Revista Bohemia
Os jornalistas apresentarão um panorama do jornalismo em Cuba
Local: Auditório Vladmir Herzog - Rua Rego Freitas, 530, Sobreloja, Sede do Sindicato dos Jornalistas de SP. Palestra Gratuita e certificada pelo Sindicato.
Pequena anotação sobre o dia em que pediram para eu falar do meu propóstito de vida
Acredito obstinadamente que a minha vida está predestinada. Tal conclusão traz a tona uma capiciosa pergunta. Se tudo está predestinado, o que me resta? A fantasia. A resposta vem lentamente como um solo de blues nas margens do Mississipi. Só me resta viver igual a Dom Quixote, enfrentar moinhos de vento como se fossem temiveis monstros, fazer do meu viver uma aventura histórica, uma epopéia moderna, na qual a ilusão se sobrepõe a realidade e a loucura é a lúcidez. Não dar a mínima para o mundo real. Escolher uma camponesa gorda, sem traços de beleza, e torná-la uma musa inspiradora, assim como o cavaleiro de la Mancha fez com Dulcinéia Del Toboso. Depois, sob a nossa cama, hastear a bandeira do amor incandescente. Então, esse é o propósito da minha vida, é transformar a realidade chata e sem graça numa alegoria como o romance de Cervantes. Prossigo, a exemplo da façanha do cavaleiro da "triste figura". Enquanto muitos relacionam o propósito de vida com ascensão profissional, glamour e outros tipos de bobagens. Sempre caguei pra tudo isso, o meu nobre propósito de vida é ser feliz do meu jeito, tocar o barco da maneira mais quixotesca possível, totalmente despojado, brincalhão, ligando para pizzaria na sexta à noite, comendo pastel na feira de domingo, viajando pra tudo que é lugar, às vezes solitário como um cão sem dono.
"Eu não quero mudar o mundo/ Eu não quero mudar a Inglaterra/ Só estou procurando uma namorada"
Esse é um verso da canção "New England" do cantor Billy Bragg. É o tipo de letra aparentemente despretensiosa, mas que mescla lirismo e idéias bacanas de refletir. Gosto desse tipo de poesia que floresce de palavras simples e bem elaboradas, mesmo porque, algo me diz, que a vida é feita nas coisas simples, só nos resta levá-la com o ritmo e a força de um verso, como o desta música do bardo britânico. Quem não conhece o som desse ativista político, que tanto toca em batidas de folk quanto de punk, personificação de um Bob Dylan inglês, que expressa todo o fervor da rebeldia através de suas composições, faço questão de postar um video dele cantando essa belíssima música. Pelo que percebi, ele está em alguma pub na Inglaterra, e um repórter foi gravar a pequena apresentação.
E na mais genuína intenção de deixar esse blog com bons fluídos literários, vou postar uma poesia do genial Bukowski, um dos meus escritores favoritos. O cara que como bem definiu Jean Paul Sartre:
"O melhor poeta da América". Já li quase tudo do velho Buk, romances, poemas e contos. A obra dele está quase que completa na minha prateleira abarrotada de livros. Sempre me pego lendo os textos deles, às vezes fico sem saber qual o próximo livro a ler, fico meio que indeciso, então, enquanto isso, releio, releio e releio a obra do desse filósofo dos marginalizados.
Sou corinthiano, não me considero um fanático torcedor, mas um apaixonado e "ilustre" alivinegro do Parque São Jorge. No entanto, tenho um 2° clube, que torço com menores dosagens de paixão, confesso, esse clube é a Portuguesa. Time que aprendi a admirar quando garoto, fase da minha vida na qual sonhava em ser goleiro. Um dos responsáveis por despertar em mim tamanha simpatia pela Lusa, foi o Dener, jogador excepcional, cujo talento com a bola nos pés, encantou o futebol brasileiro no começo da década de 90. Todos lembram dele, né? Recordo de um jogo, no qual ele acabou com o Santos. Marcou um golaço, digno de placa. Dribles desconcertantes, jogadas velozes pelas pontas, ginga de passista de escola de samba. Esse era o genial camisa 10 da Portuguesa, um dos grandes craques que vi jogar. Nesa época, assim como a maioria dos corinthianos, o que mais desejava era vê-lo usar a camisa do Timão. Tal sonho, foi acabou em 1994, quando Dener, aos 23 anos, faleceu em um acidente automobilístico. Por que estou falando sobre isso? É que na semana passada ganhei a camisa da Lusa. Presente do Bonitão, cunhado do meu amigão Zóião. Valeu Bonitão! Muito obrigado. Fazia tempo que desejava o manto sagrado lusitano, mas sabe como é, jornalista em início de carreira, em meio a sarjeta, nunca sobra uma graninha. Infelizmente, ontem o time do Canindé perdeu pro Sport e carimbou de vez o passaporte para a Segunda Divisão em 2009, terei mais um ano de torcida na Segundona.
Foto tirada em viagem ao Pantanal sul-mato-grossense
Leio no jornal que hoje o Lula lança o Plano Nacional de Mudanças Climáticas, cujo objetivo principal é reduzir o desmatamento no país. Acho que esse é o caminho, afinal, precisamos não apenas de políticas consistentes, mas também de estabelecer metas próprias para preservar o meio ambiente. Não nos equeçamos que as florestas prestam serviços de extrema importância para a humanidade, como a manutenção das chuvas, limpeza do ar e diminuição da erosão.
Fiquei sabendo através do meu brother William, que entre os dias 3 e 5 de dezembro, acontece o II Seminário Internacional Rumos Jornalismo Cultural, na Sede do Itau Cultural, lá na Av. Paulista. Abaixo segue as informações que recebi no convite.
quarta 3 dezembro
17h30 O olhar cultural com José Castello (mediador), José de Souza Martins e Nicolau Sevcenko
19h30 O jornalismo e as longas narrativas com Claudiney Ferreira (mediador), Eduardo Coutinho, João Moreira Salles e Otávio Frias Filho
quinta 4 dezembro
17h30 Casos crônicos com Antonio Prata, Arthur Dapieve, Humberto Werneck e João Gabriel de Lima (mediador)
19h30 Digito, logo reporto com António Granado, Fábio Malini e Tiago Dória (mediador)
sexta 5 dezembro
17h30 Situação crítica com Cassiano Elek Machado (mediador), Contardo Calligaris e Roberto DaMatta
19h30 O novo "novo jornalismo" com Andrew Leland, João Paulo Cuenca (mediador) e Julio Villanueva
Confira na matéria as sinopses das mesas do Seminário.
entrada franca - ingresso distribuído com meia hora de antecedência
Sala Itaú cultural - Itaú Cultural | Avenida Paulista 149 - Paraíso [próximo à estação Brigadeiro do metrô]
O Marcelo Rubens Paiva lança hoje o livro "a segunda vez que te conheci". Já comentei num blog anterior o quanto gosto de ler os textos dele. Mesmo morando longe da Vila Madalena, tentarei ir. Coisa de fã mesmo, admito.